domingo, 25 de julho de 2010

SÁRIOS E SEPHIAS (séfias)


Não somente de seres colossais vive a natureza exótica de Vérian. Também os Miúdos habitam florestas atapetadas com musgos e líquenes, em cidadelas diminutas e muito bem escondidas. Estes aí são os Sários, os meninos, por assim dizer quanto a sexualidade.













Existem também as Séphias, as meninas. Aí ao lado direito, se empanturrando com uma fruta roxa de propriedades mágicas conhecidas pelos magos da atualidade como murmiréa marmacina.















Há porém, uma diferença de característica no nascimento dos Miúdos: às vezes eles nascem com asas, às vezes não. Isso é permanente, imutável. Ocorre nos meninos ou meninas aleatoriamente


Escrito e ilustrado por Estêvão Teuber, como parte das histórias criadas por ele e por Morgana Raitz ( livro em andamento).

ÁBOR, O GIGANTE

E é na Era Contemporânea que fenômenos estranhos começam a acontecer num dos quatro continentes de Vérian, nas Terras do Norte.

Um destes fenômenos foi o despertar de um gigante adormecido há muito tempo. Uma lenda que antecedia o surgimento do homem no mundo dos magos e que agora surge como um fato!

Para ficar mais por dentro das Eras de Vérian:

O Ônedus
A Era Elemetal
A Era das Luas
A Era dos Gigantes
A Era dos Dragões
A Era dos Magos
A Era Mórbida
A Era Contemporânea


Essa ilustração já tem alguns anos, como a maioria da ilustrações deste mundo chamado Vérian. A história vem sendo construida há um bom tempo, por mim e por Morgana Raitz. É nosso trabalho pessoal e de cunho intransferível.

DÓRAK MÁLLER




"Dentro da caverna escura ele ouviu o som das gotas chocando-se contra o chão de cascalho. E um tremor terrivelmente próximo reverberou entre as partículas de pedra maciça, seguindo seu curso para dentro de onde o medo se escondia em Dórak Maller. Um ruído grave, de uma inteligência estranha que o perseguia em seu interior, como um cão em busca da ave abatida.

Naquele momento, o caçador de dragões percebeu que havia sido capturado pelo rumor da criatura. Sentiu que seu corpo e a caverna haviam se fundido em um bloco compacto, na prisão dos piores pesadelos.

Era o que se sabia entre os caçadores experientes. Que um homem não poderia enfrentar um ser das chamas quando este já o tivesse invadido, que não deveria sequer pensar fazê-lo empunhando armas comuns...

... Pois, para uma criatura do fogo, esta era a passagem para a alma de seu algoz.

Dórak não tinha saída quanto a isto. Estava sob o domínio de sua própria caça; era uma montanha de rocha e seus buracos, um coração vazio dominado pelo dragão que o habitava.

E o tremor que lhe havia invadido a alma, puxava-o cada vez mais para o interior da caverna; os pés conduziam-se estranhamente, as mãos quase inertes e aquele som através das rochas, atormentando seu espírito. A umidade havia cessado e em seu lugar um calor penetrava fundo, travando lentamente os pulmões. A esta temperatura os sentidos estavam dormentes e imagens erigiam de sua memória como numa grande tela, cercando sua visão com cenas das quais ele queria fugir, cenas de seu passado vindo à tona, de segredos cuidadosamente enterrados e disfarçados por anos e anos até que tivessem caído em total esquecimento…

Dórak estava preso a essas projeções. E não podia evitá-las pois elas também revelavam os caminhos por dentro daquele labirinto de pedras no qual ele se embrenhava. o caçador via através dos olhos do dragão e sentia o ódio dele dentro de si mesmo. Tal sentimento obrigando-o a uma aproximação que lhe causava um desgosto e uma amargura por ele nunca antes perscrutados.

E agora eles estavam mais próximos. Todas as veias do corpo latejando sob a pele quente, o suor evadido pela pressão… cada vez mais próximos… ele não suportaria mais, precisava respirar, não conseguia trazer os ar para dentro… a garganta seca, arranhando, os tendões doíam, as mãos enrigecidas… mais perto, mais perto do que nunca…o cascalho ao chão se espalhava a cada passo, deixando um rastro para trás em direção ao tunel seguro em que estivera e do qual não queria sair.

E de repente o frio. Um choque percorreu-lhe os ossos, deixou-o cego por um instante, uma dor inconcebível. Até que o escuro foi substituido pela luz e, então, pode finalmente respirar. E o ar enxeu-lhe os pulmões e o sangue fluiu dissipando-se pelo organismo. Dórak sentia a vida, sentia o bem estar em contraste absoluto ao que passara.

Abriu os olhos diante de um salão enorme, no que seguiu-se um lampejo de consciência: ele havia renascido.

E ficou ali, naquela vastidão de pilares de cristais brancos e azuis, em silêncio, admirando o suntuoso palácio onde deveria haver uma caverna escura.

Estava, pronto finalmente, para enfrentar o verdadeiro dragão."

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Escrito e ilustrado por Estêvão Teuber, como parte das histórias criadas por ele e por Morgana Raitz ( livro em andamento).

Grafite e papel.

VÉSHIA, feiticeira das Terras do Sul

Eles, que detinham o poder divino, caíram há muito tempo no abismo da mediocridade, esquecidos da imanência e das antigas virtudes.
Eram os magos de Vérian.
Hoje, na Era Contemporânea, vivem a subjugo de um governo manipulador e mascarado, esperando a revanche.
Véshia, é uma feiticeira e uma das personagens desta magisséia mirabolante que está sendo criada por mim e por Morgana Raitz, minha grandiosa amiga/irmã de coração. (o concept está se aproximando do que imaginamos para personagem)
Escrito e ilustrado por Estêvão Teuber, como parte das histórias criadas por ele e por Morgana Raitz (livro em andamento).





técnica: handmade pós tratato no photoshop.

VELASQUEZ

Um de meus grandes ídolos, (não poderia deixar de ser o primeiro a ser postado, e em consequencia o "último"), Don Diego Rodriguez de Silva y Velasquez foi o artista que me ensinou muito através de livros que publicaram suas obras. Não o maior do barroco, mas importante para mim de modo pessoal. (carvaggio, pelo amor de deus, tu és o pai da "pérola": contraste e cores em óleo chocando-se, quase transpassando-se pela tela de tecido a compor-se na cena como algo vivo, arrebatados pelo espírito imanente e esvaindo-se em vida própria).

Meu primeiro trabalho aos 15 anos, quando comecei a esboçar meus traços.